Correio Nacional "não erramos!"

FOMOS OBRIGADOS A FAZER ESTA NOTA! EM 15/09/2026 PUBLICAMOS “O MINISTRO ANDRÉ MENDONÇA NÃO TIRA O SIGILO DO CELULAR DO VORCARO PORQUE O APARELHO GUARDA PROVAS DE QUE O PRÓPRIO MINISTRO RECEBEU DINHEIRO DO BANQUEIRO LADRÃO”

ERRATA? NÃO, PREMONIÇÃO: A CONTA DE MENDONÇA QUE NÃO FECHA NEM COM MILAGRE

Na edição do último dia 15 de setembro, este CORREIO NACIONAL publicou uma reportagem apontando que a súbita timidez do ministro André Mendonça em escancarar os sigilos telefônicos de Daniel Vorcaro guardava relação direta com dinheiros milionários irrigando o seu ecossistema. Na ocasião, a claque de gabinetes e os defensores da retórica da “imparcialidade” vociferaram contra a nossa apuração.

Vimos a público hoje, portanto, para prestar o nosso mais sincero pedido de desculpas… por termos sido econômicos.

A realidade, sempre caprichosa em Brasília, provou que a nossa reportagem não errou — apenas ficou aquém do refinamento do negócio. Veio à luz a confirmação de que o ministro recebeu a bagatela de R$ 5 milhões vinda diretamente das mãos de um sócio do próprio Vorcaro. A transação, que nasceu sob a roupagem de uma aprazível sociedade comercial entre o magistrado e o operador financeiro, passou por uma mágica metamorfose jurídica e foi subitamente rebatizada de “empréstimo pessoal”.

Um empréstimo com taxas genuinamente bolsonarianas de juros e condições de pagamento que fariam qualquer banco de varejo chorar de inveja: até o presente momento, o nobre ministro quitou a impressionante marca de pouco mais de 5% do total do saldo.

Diante de tamanha generosidade privada, o CORREIO NACIONAL se vê na obrigação de lançar ao leitor a única pergunta que a liturgia da Corte insiste em não fazer: não fosse a toga no ombro e a cadeira no STF, haveria na praça algum ser humano de boa alma disposto a entregar R$ 5 milhões a perder de vista para André Mendonça?

A benevolência, contudo, não para na pessoa física. A matemática do terrivelmente bem-sucedido magistrado estende-se ao seu antigo instituto — aquele do qual ele era proprietário até outro dia. Trata-se do mesmo instituto que subitamente virou o destino preferido das verbas de prefeituras geridas pelo campo bolsonarista, que jorraram outros tantos milhões em contratos que dispensam qualquer esforço de explicitação.

O CORREIO NACIONAL reforça, assim, o seu compromisso com a exatidão: não erramos dia 15. Apenas assistimos, em tempo real, ao encontro marcado entre a moralidade de fachada e as planilhas bancárias do mundo real.

A Redação.

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